terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A HISTÓRIA DA CIDADE

CUIA PARA BEBER ÁGUA

Os pioneiros do lugar pertenciam à família Nóia e lá abundavam pequenas árvores que dão um fruto, o coité, o qual aberto ao meio é usado como cuia para beber água, medir farinha ou outros produtos. O povo colhia os frutos na propriedade dos Nóia, popularizando assim a localidade com tal denominação.

HISTÓRIA

A colonização das terras do atual município de Coité do Nóia associa-se à história de Limoeiro de Anadia e Arapiraca. A família Nóia, pioneira daquela região, era proprietária das primeiras quatro casas que lá existiam, pelos idos de 1880, conforme depoimento do mais antigo morador da cidade. Manoel Jô da Costa, oriundo de Limoeiro de Anadia, fixou-se naquela área pouco tempo depois, dedicando-se à agricultura e à atividade pastoril. O local ligava-se a Limoeiro de Anadia e a Arapiraca por diversas veredas pequenas. Em razão da enorme quantidade daquelas árvores, o núcleo que começava a se formar recebeu o nome de Coité.

Por volta de 1922, na divisão administrativa do Estado de Alagoas, consta como um lugarejo pertencente ao município de Limoeiro de Anadia. Segundo a obra “Terra das Alagoas”, de Adalberto Marroquim, naquela época existia em Coité uma escola pública mantida pelo Estado.

Com o passar do tempo e a chegada de famílias procedentes de outros municípios, a comunidade foi aumentando. Desse modo, Manoel Marques, de Pernambuco, Manoel Cazuza, de Arapiraca, bem como as famílias Bernardino e Virgem, juntaram-se aos primeiros moradores do lugarejo que tomou forma de povoado. Um intercâmbio maior entre o povoado e as cidades vizinhas, proporcionado pela abertura de novas estradas, contribuiu decisivamente para que Coité do Nóia passasse a ocupar lugar de destaque na região. Tal fato determinou a sua elevação à categoria de município autônomo, através da Lei nº 2.616, datada de 21 de agosto de 1963. Desmembrado de Limoeiro de Anadia, teve sua instalação oficial em 24 de setembro de 1963.

Eclesiasticamente, Coité do Nóia pertence à jurisdição da Diocese de Penedo. A Paróquia, cujo padroeiro é São Benedito, foi fundada por Dom Valério Breda, ordinário diocesano, dentro das comemorações alusivas aos 90 anos de criação da referida diocese. O seu primeiro pároco é o padre Ronaldo Vitalino, natural do povoado Barreiras, no município do Coruripe. Na atual divisão eclesiástica da Sé sanfranciscana, a freguesia está integrada ao Vicariato de Limoeiro de Anadia.